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janeiro 2017
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Notícias Biblioteca

Feira do Livro de Natal foi um sucesso

Continuar... Feira do Livro de Natal foi um sucesso

A Feira do Livro de Natal promovida pela Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere em parceria com a Livraria J.A. Gomes, durante o mês de dezembro, foi um sucesso.

Possibilitou aos Ferreirenses o contacto com novas edições em todas as áreas do saber e a aquisição de livros com descontos de feira.

Esta feira também beneficiou os leitores uma vez que uma percentagem das vendas (145.40€), foi convertida em novos livros para a Biblioteca.

Obrigado a todos

 

Stand-up comedy com Jorge Serafim

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O ator e contador de histórias Jorge Serafim vai estar em Ferreira do Zêzere para várias atividades com as nossas escolas e uma sessão de stand up comedy no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere no dia 9 de fevereiro (sexta-feira), assinalando o 14º aniversário da Biblioteca Municipal Dr. António Baião.

Reserve já o seu lugar. (249360152) Entradas grátis.

Exposição de desenhos de Alfredo Keil em Ferreira do Zêzere

Continuar... Exposição de desenhos de Alfredo Keil em Ferreira do Zêzere

Está patente na Biblioteca Municipal Dr. António Baião de Ferreira do Zêzere uma exposição de desenhos de Alfredo Keil entre 1896 e 1903.

O concelho de Ferreira do Zêzere foi inspiração para o músico, pintor e escritor onde esteve várias vezes. Aqui registou a carvão, as paisagens, as gentes, as festas e romarias, o povo e o trabalho agrícola, o Zêzere, os monumentos e as casas de habitação. Escreveu poemas e canções sobre lendas e histórias de Ferreira do Zêzere e da nossa região e compôs para instrumentos de sopro a sua marcha “A portuguesa”, hoje, Hino Nacional.

Na Estalagem da D. Aninhas cruzou-se com o Rei D. Carlos que também apreciava o concelho de Ferreira do Zêzere para férias e principalmente para as caçadas.

 

“...Músico e pintor, não lhe faltava assunto. Saída de madrugada, escolhia o trecho de charneca, o penedo musgoso, a nesga de Choupana, que lhe falavam com maior ternura à sua alma de paisagista; compunha na palheta os tons brandos do céu amoroso, esboçava uns arvoredos, alegrava os quadros com tons vivos: uma aresta que o Sol riscava na casca rugosa de um pinheiro, uma trouxa de espuma iriada da rosa negra de uma azenha, um lenço vermelho de mulher, um tapete doirado de malmequeres num charco.

Na volta do caminho vem uma pastorita fazendo meia e cantando. A toada é popular, sentimental. Depressa deixa os pinceis, tira o lápis, nota a canção.

Na estrada da vida, assim vai pondo seus marcos feitos de cores e musicais, nas bem-ditas horas em que o artista, julgando descansar, faz seu trabalho mais fecundo.

Mas nem o quadro com seu claro-escuro, suas manchas rápidas de vida em flagrante, seus primeiros planos pormenorizados, seus vulvos tons de meio dia ou véus de crepúsculo, nem as notas, por muito que em tão pouco possam conter duas dúzias de compassos, por mais recordações que um canto possa milagrosamente acordar, nem telas nem músicas repetiam ao artista o que sentira, o que sonhara, o que fora em horas quietas acumulando na fantasia pronta.

Faltava-lhe a palavra, que é como no diadema burilado o diamante que se engasta, que remata a obra, que é todo o motivo dela.

E por isso Alfredo Keil fez seus primeiros versos, a matar uma sede de seu espírito de artista.

Sorria naqueles campos, meditara no alto da serra, sentira os corregos silenciosos, em que a noite desce mais cedo, o calafrio do mistério. Era força encontrar a palavra que dissesse enlevos, meditações, comoções profundas.

Em meio das festas populares, arraiais, romarias, procissões, uma quadrinha maliciosa em boca de serrana era núcleo em que ele ia enrolando o fio da inspiração com que havia depois de tecer suas estrofes. Era luz o lindo olhar de uma mulher sadia; sorriso, o dito pitoresco, comentário ao conto galhofeiro; lágrima, uma velha cruz a recordar num sítio eterno uma tragédia antiga.

O que ele sentira em sua alma, o que sentia o povo nas suas alegrias e dores, procurou exprimir em palavras. Com elas quis explicar o seu trabalho de pintor e de elas fazer legenda aos seus quadros; quis que as notas das suas canções gemessem melancólicas ou brilhantes, vibrassem sobre as silabas sonoras da nossa língua, da língua dulcíssima falada pelas serranas que o inspiraram e logo fizeram dele um poeta.

Daí a composição deste livro raro, em que Alfredo Keil se nos apresenta com todas as suas aptidões, em dois ramos da arte como mestre vitorioso, noutro agora buscando uma nova consagração.

Mas o artista em tudo se revela. Se o pintor e o músico nos falaram já muitas vezes do poeta, é o poeta agora quem nos descreve paisagens da nossa terra, nos diz a poesia de suas canções.”

João da Câmara

Excerto do prefácio ao livro “Tojos e rosmaninhos” de Alfredo Keil

Concurso Concelhio de Leitura 2017/2018

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1.ª Fase - Eliminatória a realizar nos estabelecimentos de ensino, no dia 16 de fevereiro, às 09h30.

2.ª Fase - Final Concelhia a realizar no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere, no dia 9 de março, pelas 10H00.

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Bom ano 2018

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A Biblioteca Municipal Dr. António Baião de Ferreira do Zêzere

Deseja-lhe um bom ano novo.

 

"Todos nós, em cada ano, somos uma pessoa diferente. Eu não creio que sejamos a mesma pessoa durante toda a vida"

Steven Spielberg

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